14/04/2009 - Diário Tucano
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu ontem o depoimento do ex-diretor geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, inicialmente previsto para esta quarta-feira. O ministro não revelou detalhes de sua decisão.
FATOS NOVOS
Ontem, durante reunião da CPI, a resistência de Lacerda para vir depor foi tema de debate no colegiado. Antes da decisão do Supremo, o deputado Vanderlei Macris (SP) chegou a manifestar apoio à sugestão do presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), de enquadrar Lacerda por crime de desobediência caso ele não viesse à comissão.
Adido policial em Lisboa, o ex-diretor da Abin já havia comunicado ontem aos integrantes do colegiado que só aceitaria responder aos questionamentos da CPI por meio de carta rogatória.
“Ele precisa comparecer na comissão. Concordo com o deputado Itagiba quando ele diz que a situação dele, agora como adido policial, não o isenta de atender a uma convocação da CPI”, disse Macris.
O deputado Gustavo Fruet (PR) defendeu que a CPI investigue fatos novos que vieram à tona, especialmente, após o depoimento na semana passada do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. O tucano pediu à comissão que solicite os documentos analisados pela Justiça Americana sobre uma suposta espionagem empresarial e de autoridades realizada pela empresa de investigações Kroll Associated, a mando de Daniel Dantas. O depoimento do banqueiro na comissão está previsto para amanhã.