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CPI das Escutas: relator quer concluir trabalho na próxima semana
14/04/2009 - Agência Câmara
O relator da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), afirmou que já tem elementos suficientes para concluir seu trabalho e que vai apresentar seu relatório na próxima semana. O prazo da comissão se encerra dia 15 de maio. Ele anunciou sua posição logo após o depoimento do subsecretário de Modernização Tecnológica da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Edval de Oliveira Novaes Júnior. Pellegrino disse que, nestes 45 dias de prorrogação da CPI, já reuniu dados suficientes sobre a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha e o possível acesso de seus agentes a informações sigilosas. Disse também que já tem dados suficientes sobre as denúncias de prática de escutas ilegais por parte do banqueiro Daniel Dantas. O relator apresentou requerimentos para que sejam requisitadas informações à 22ª e 31ª varas criminais de São Paulo para averiguar se o banqueiro e seu grupo tenham efetivamente sido denunciados por escuta ilegal, como afirmou o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Para o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), porém, a CPI ainda tem tarefas a cumprir, entre elas, obter as informações sobre os equipamentos de escuta utilizados pela abin de 2007 para cá, além de ouvir depoimentos que ainda devem ser votados, como o convite ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Felix. "Precisamos entender a relação entre as áreas de inteligência e a policial, se há sobreposição, complementação ou ainda se continuamos com a cultura do extinto Serviço Nacional de Informações, porque temos observado semelhança de métodos e coincidência de personagens", explicou. Fruet também defendeu a realização de um novo depoimento do delegado Paulo Lacerda, ex-diretor-geral da Polícia Federal e da Abin. "É preciso ouvi-lo para entender melhor como ocorreram as coisas e também esse afastamento do delegado Protógenes", explicou. Protógenes foi afastado da PF nesta terça-feira. De acordo com o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), a insistência de alguns setores em não ouvir Lacerda dá a impressão de que se monta uma operação de blindagem sobre ele, ao mesmo tempo em que se sataniza o delegado Protógenes. O relator da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), afirmou que já tem elementos suficientes para concluir seu trabalho e que vai apresentar seu relatório na próxima semana. O prazo da comissão se encerra dia 15 de maio. Ele anunciou sua posição logo após o depoimento do subsecretário de Modernização Tecnológica da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Edval de Oliveira Novaes Júnior. Pellegrino disse que, nestes 45 dias de prorrogação da CPI, já reuniu dados suficientes sobre a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha e o possível acesso de seus agentes a informações sigilosas. Disse também que já tem dados suficientes sobre as denúncias de prática de escutas ilegais por parte do banqueiro Daniel Dantas. O relator apresentou requerimentos para que sejam requisitadas informações à 22ª e 31ª varas criminais de São Paulo para averiguar se o banqueiro e seu grupo tenham efetivamente sido denunciados por escuta ilegal, como afirmou o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Para o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), porém, a CPI ainda tem tarefas a cumprir, entre elas, obter as informações sobre os equipamentos de escuta utilizados pela abin de 2007 para cá, além de ouvir depoimentos que ainda devem ser votados, como o convite ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Felix. "Precisamos entender a relação entre as áreas de inteligência e a policial, se há sobreposição, complementação ou ainda se continuamos com a cultura do extinto Serviço Nacional de Informações, porque temos observado semelhança de métodos e coincidência de personagens", explicou. Fruet também defendeu a realização de um novo depoimento do delegado Paulo Lacerda, ex-diretor-geral da Polícia Federal e da Abin. "É preciso ouvi-lo para entender melhor como ocorreram as coisas e também esse afastamento do delegado Protógenes", explicou. Protógenes foi afastado da PF nesta terça-feira. De acordo com o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), a insistência de alguns setores em não ouvir Lacerda dá a impressão de que se monta uma operação de blindagem sobre ele, ao mesmo tempo em que se sataniza o delegado Protógenes. |
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