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Macris: recorde de gastos com patrocínio é "deboche com sociedade"

31/03/2009 - Agência Tucana
Despesas com essa finalidade dobraram ao longo da gestão Lula, atingindo o pico de R$ 1 bi em 2006
 Brasília (31 de março) - O deputado Vanderlei Macris (SP) classificou de "deboche com a sociedade brasileira" o aumento de 96% nos patrocínios estatais de eventos culturais e desportivos. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, o montante de recursos gastos nessa modalidade de publicidade passou de R$ 555 milhões em 2003 para cerca de R$ 1 bilhão em 2006 e valores aproximados a esse teto nos anos seguintes. Em 2008, por exemplo, o dispêndio foi de R$ 918 milhões - 65% a mais que no primeiro ano da gestão petista.
CRISE
O patrocínio do governo e de empresas estatais tem como foco equipes de futebol e vôlei, por exemplo, além de filmes, exposições e demais eventos culturais. "Isso é uma mistura de irresponsabilidade e projeto político. O interesse da sociedade não é sequer considerado pelo governo Lula, mas apenas a busca da promoção pessoal", disse Macris. Ele disse que o Executivo tem como meta promover gastos milionários com marketing, deixando de lado as grandes questões nacionais.

Na avaliação de Macris, o aumento de gastos com patrocínio oficial faz parte de uma estratégia do Planalto para desviar a atenção dos efeitos da crise. "Lula e sua equipe desdenharam das turbulências financeiras em um primeiro momento. Agora eles promovem esse descalabro com o dinheiro público", reprovou.
ELEIÇÕES
Para o deputado Renato Amary (SP), não há dúvida de que a explosão de gastos com marketing tem relação direta com "o movimento pré-eleitoral desencadeado pelo Planalto", pois à medida que o pleito presidencial se aproxima, maior é a necessidade de o governo alavancar os nomes de seus candidatos. Na avaliação de Amary, a aprovação da gestão petista tem relação com os gastos milionários com publicidade e propaganda.
O tucano destacou ainda que os dispêndios com marketing de órgãos do Executivo e estatais devem aumentar ainda mais com a proximidade das eleições. "Existe uma tendência de aumento dessas rubricas desde 2003. Em 2010, um ano de campanha, o crescimento deverá ser, no mínimo, de 10% ou 15%", ponderou. A fiscalização, segundo ele, cabe aos órgãos que tradicionalmente monitoram o governo, como o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e o Poder Judiciário. "O Congresso poderia ser um importante instrumento de vigilância desses excessos, mas a oposição enfrenta, com nítida desvantagem, a superioridade numérica da base de apoio do Planalto", apontou.

   
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