O presidente da CPI do BNDES, deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), entregou na tarde desta terça-feira (10) os trabalhos da comissão ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Macris e o relator, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), também pediram atenção do STF na rescisão da delação premiada dos irmãos Batista, donos do frigorífico JBS.

Macris destacou à Toffoli o trabalho da CPI, enfatizando a apuração técnica realizada e que possibilitou o pedido de 53 indiciamentos, a adoção de medidas judiciais e extrajudiciais para que o BNDES, enquanto acionista da JBS, seja ressarcido pelos valores desviados, bem como a reparação dos prejuízos causados em razão da fraude na incorporação da empresa com a Bertin S.A. e a devolução de todos os valores desviados para o pagamento de propina a agentes públicos. O relatório também reivindica a rescisão da deleção premiada e a prisão imediata dos executivos da JBS, Joesley e Wesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva, causadores de um golpe estimado em R$ 25 bilhões.

Toffoli cumprimentou Macris e Côrtes pela responsabilidade da CPI e disse que tratará com o ministro Edson Fachin, relator da ação, o pedido da rescisão das delações premiadas.

No dia 4 de novembro, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, homologou o pedido das rescisões tendo o relatório da CPI do BNDES como fundamentação. “Em breve o ministro Fachin tomará a decisão sobre as anulações das delações e a CPI contribui para que essa deliberação seja acertada e com provas dos prejuízos que a família Batista causou ao país”, destaca Macris.