04/02/2010 - Assessoria de Imprensa
Foi aprovado na manhã desta quinta-feira (4), pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Crianças e Adolescentes Desaparecidos no Brasil, o requerimento (REQ nº 72) do deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) para a participação da Polícia Federal (PF) nas investigações dos casos dos seis adolescentes desaparecidos em Luziânia (GO). De acordo com o deputado, a expectativa é que, com a PF, provas sejam encontradas rapidamente. “As mães [dos desaparecidos] queriam a atuação da Polícia Federal, e acredito que, agora, apareçam as provas destes desaparecimentos enigmáticos”.
Segundo os próprios delegados que investigam o caso, José Luiz Martins, da 17ª Delegacia Regional de Luziânia, e Rosivaldo Linhares Rosa, do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), 36 dias depois do primeiro sumiço não há nenhuma prova. Ainda assim, os delegados criticam a necessidade de intervenção da PF.
“A polícia deu início às investigações após o terceiro desaparecimento. Não podemos cruzar os braços e aguardar que algo apareça”, argumenta Macris. Para ele, a constatação de que a polícia de Luziânia só começou a investigar os casos 15 depois do primeiro desaparecimento demonstra, no mínimo, ‘descaso’.
Ministério da Justiça
Após a aprovação do requerimento, os membros da CPI foram ao Ministério da Justiça para uma reunião conjunta com o secretário-executivo Luiz Paulo Barreto e os familiares dos desaparecidos, mas Barreto decidiu conversar em separado com as mães e pais para depois estar com os deputados. A atitude irritou os parlamentares que não aceitaram participar de conversas distintas. Para a presidente da CPI, Bel Mesquita (PMDB-PA), foi um “desrespeito do secretário”. Macris também ressaltou que não poderia haver diferenciação. “Estamos atuando em prol dos familiares e o que o secretário conversar conosco é de interesse deles. Não cabe articulação diferenciada.”