04/02/2010 - Assessoria de Imprensa
A informação do delegado José Luiz Martins de que as investigações dos casos dos seis adolescentes desaparecidos de Luziânia só foram iniciadas depois do terceiro sumiço indignou os deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Crianças e Adolescentes Desaparecidos no Brasil. Desta maneira, a presidente da comissão, Bel Mesquita (PMDB-PA), agendou para a manhã desta quinta-feira (4), uma reunião extraordinária para votar o requerimento (REQ nº 72) do deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP). O documento pede a imediata participação da Polícia Federal no esclarecimento das causas e identificações dos responsáveis nos desaparecimentos de Luziânia.
"A Polícia Federal é fundamental nesse caso. Permitir a continuação das investigações nos moldes que está é um risco", avalia Macris. "Já constatamos na CPI que a celeridade [nas buscas] é um fator ímpar para que encontremos os desaparecidos com vida."
Para o deputado, a aprovação do seu requerimento é certa. "Sabemos que a Polícia Federal pode contribuir. Os próprios familiares nos pediram essa participação."
As mães dos desaparecidos também relataram que os registros policiais não foram feitos imediatamente. De acordo com elas, alguns policiais informaram que o registro só poderia ser feito depois de 24h do incidente, mesmo o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecendo, por lei, a imediata documentação.
Além da reunião extraordinária da CPI, os familiares dos desaparecidos também estarão amanhã no Congresso Nacional para solicitar o apoio de outros deputados e senadores.