13/11/2009 - Assessoria de Imprensa
Indignado com os transtornos causados pelo apagão desta terça-feira (10), o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) conseguiu aprovar requerimentos para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o presidente da Empresa de Pesquisa Energértica (EPE), Mauricio Tolmasquim, e o diretor-geral da Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, prestarem esclarecimentos sobre o blecaute.
A audiência pública, marcada para o próximo dia 25, será realizada de maneira conjunta, pelas comissões de Fiscalização Financeira e Controle, na qual foram aprovadas as solicitações de Macris, e de Minas e Energia.
Confira abaixo algumas matérias publicadas sobre o convite do deputado Vanderlei Macris ao ministro Edison Lobão.
Jornal Hoje
Oposição entra com pedido para ouvir ministro de Minas e Energia
Apagão acendeu a oposição no Congresso. Deputados pediram convocação de ministros para explicar o que aconteceu. O debate também chegou ao Senado e mobilizou as principais lideranças.
O apagão de terça-feira acendeu a oposição no Congresso. Logo cedo, deputados pediram a convocação de ministros para explicar o que houve. O deputado Vanderlei Macris, do PSDB, garante que a motivação não é política. “Estamos diante de um fato muito sério, um problema muito sério no Brasil que precisa de esclarecimento”, diz Macris.
O deputado Ronaldo Caiado, do Democratas, pretende cobrar informações específicas. “Quero verificar o quanto de investimento foi feito na área de energia elétrica na gestão Lula”, explica.
O governo se defendeu. O líder do PT na câmara disse que a resposta ao apagão foi rápida. “O importante é que o Brasil tem uma produção de energia estável, maior do que o consumo. Teve esse apagão momentâneo que foi prontamente respondido. Nós estamos preparados”, rebate o deputado do PT, Cândido Vaccarezza.
O debate também chegou ao Senado e mobilizou as principais lideranças. O senador Arthur Virgílio, do PSDB, também vai apresentar ainda hoje um requerimento para convocar o ministro Édson Lobão. A líder do governo, Ideli Salvati, rebateu lembrando os problemas no setor elétrico ocorridos durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
O presidente do Senado disse que o apagão de terça-feira mostrou que há fragilidade no sistema, mas creditou o problema a uma fatalidade. “Eu acho que isso é apenas um acidente…”, diz o senador José Sarney.
No Rio de Janeiro, o físico Luis Pinguelli Rosa, diretor da Coppe-UFRJ, não descartou a hipótese de problema climático, mas cobrou maior segurança no sistema. “Tudo indica que foi um acidente, mas nós devemos estar preparados para o pior, para os acidentes também”.
G1
Comissão da Câmara convida Lobão para explicar apagão
Requerimento com pedido foi do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).
Outros requerimentos incluem pedidos para presença de Dilma Rousseff.
A comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) um convite para que o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) compareça à Casa para explicar o apagão que atingiu o centro-sul do Brasil na noite dessa terça-feira (10) e nessa madrugada.
O requerimento pedindo a presença de Lobão foi do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP). Ele pedia a convocação do ministro. Um acordo na comissão, no entanto, converteu o requerimento para convite. Segundo os integrantes da base aliada, o ministro teria se comprometido a comparecer, apesar de não ser obrigado.
A oposição está apresentando requerimentos pedindo a convocação do ministro em diversas comissões. Outros requerimentos incluem a ministra Dilma Rousseff, que ocupa atualmente a Casa Civil e já foi titular da pasta de Minas e Energia.
Senado
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), vai apresentar nesta quarta-feira um requerimento pedindo a presença dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, para falar sobre o apagão que atingiu o centro-sul do Brasil na noite dessa terça-feira (10) e nesta madrugada. Na Câmara, Ronaldo Caiado (DEM-GO) também quer a presença do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.
Segundo a assessoria de Virgílio, o requerimento está sendo preparado pelo senador. Ele pedirá um convite para Lobão e Dilma e, como se trata de convite, eles não seriam obrigados a comparecer. O requerimento poderá ser votado nesta quinta-feira (12), quando a Comissão de Infraestrutura se reunirá.
Origem
Em entrevista coletiva nesta manhã, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o apagão deixou dez estados brasileiros no escuro. Ele disse que ocorreram problemas em três linhas de transmissão, que recebem energia vinda da usina hidrelétrica de Itaipu (PR).
Segundo o secretário, as panes ocorreram em duas linhas que ligam a cidade de Ivaiporã, no centro do Paraná, a Itaberá, no sul de São Paulo. E outra, em uma estação que liga Itaberá a Tijuco Preto (SP).
A energia, de acordo com Zimmermann, foi restabelecida quatro horas depois do começo do blecaute, que teve início às 22h14 de terça-feira (10). “Não há danificação de equipamentos. Houve uma frente [fria] muito forte, com ventos e chuvas muito fortes, concentradas em Itaberá”, explicou. A cidade recebe circuitos da usina hidrelétrica de Itaipu e redistribui energia para outras regiões.
Zimmermman destacou, porém, que as causas do apagão ainda não foram exatamente definidas. A origem do problema deverá ser apresentada em reunião marcada para às 17h, no Centro Nacional de Operação do Sistema Elétrico (CNOS).
Zero Hora
Lobão no Congresso
Duas comissões da Câmara dos Deputados, a de Fiscalização e Controle e a de Minas e Energia, farão audiência pública conjunta para ouvir explicações do ministro Edison Lobão. Na Comissão de Fiscalização, o requerimento do deputado Vanderley Macris (PSDB/SP) já foi aprovado. Na Comissão de Minas e Energia, o requerimento é do líder do PPS, Arnaldo Jardim, de São Paulo. Os deputados afirmaram que o ministro aceitou, mas não definiu data.
Estadão
Lobão aceita convite para ir à Câmara falar sobre apagão
Segundo o deputado federal Vanderley Macris (PSDB-SP), data da audiência ainda não foi definida
Marcelo Moras e Gerusa Marques, da Agência Estado
BRASÍLIA - Duas comissões da Câmara dos Deputados – a de Fiscalização e Controle e a de Minas e Energia – farão audiência pública conjunta para ouvir explicações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobre as causas do blecaute que atingiu boa parte do País na noite de terça-feira, 10. Ambos os requerimentos de convite já foram aprovados. Segundo o deputado do PSDB Vanderley Macris (SP), da comissão de Fiscalização, o ministro comunicou que comparecerá, mas a data da audiência ainda não foi definida.
Macris acrescentou que Lobão telefonou à presidência da Comissão de Fiscalização assim que foi informado por parlamentares aliados sobre a aprovação do requerimento e se colocou à disposição dos deputados. A comissão convidou também o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
Por telefone, o ministro solicitou prazo mínimo para levantar os dados sobre o problema. A assessoria do ministro disse não ter recebido o convite da comissão de Minas e Energia.
Até a tarde desta quarta-feira, o governo ainda não tinha uma explicação oficial para as causas do apagão, que afetou 18 Estados do País. A informação foi passada à Agência Estado pelo presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara, deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ), que se encontrou com o ministro antes de uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que irá discutir as causas do apagão.
Com a intensa movimentação no Congresso, o tema acabou virando arma eleitoral da oposição.
O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), relacionou a queda de energia diretamente à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ex-ministra de Minas e Energia. “Além do prejuízo ao País, o apagão caracteriza a incompetência da candidata do governo à presidência”, afirmou Caiado.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), atribuiu a queda de energia à falta de investimento e de manutenção na rede elétrica nacional. Para o pré-candidato tucano, o incidente foi uma prova da vulnerabilidade do sistema. “Foi um fenômeno muito grave. Nunca no Brasil todas as turbinas de Itaipu tinham parado. Nunca quase metade da carga elétrica do País foi afetada”, disse.
Coube ao ministro da Justiça, Tarso Genro, a defesa do governo. “Este foi um pequeno incidente perto de todos os benefícios que já trouxemos para o País”, afirmou o ministro, após dizer que “nunca” esteve tão tranquilo em relação à questão.
“São micro problemas perto do que já superamos”, acrescentou o ministro.
Minas e Energia
Na Comissão de Minas e Energia da Câmara, o requerimento de convite ao ministro é de autoria do líder do PPS, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). O parlamentar afirmou que a falha no fornecimento de energia revela uma “fragilidade” do sistema elétrico e que falta supervisão e monitoramento. Jardim disse também que o governo precisa aumentar os investimentos no setor de energia para evitar escassez.
O deputado do PPS afirmou que o governo tem acionado um número cada vez maior de termelétricas e que a necessidade de usar a energia dessas fontes, mais cara e mais poluente, é resultado de falta de planejamento. “É necessário que o governo adote soluções estruturais para não enfrentarmos novo blecaute como esse, que foi o maior já registrado no País”, disse ele, em nota distribuída pelo PPS.
Senado
No Senado, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disse que registrará ainda nesta quarta-feira na Comissão de Infraestrutura da Casa requerimento de convite para os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e Minas e Energia, Edison Lobão, falarem à comissão sobre as causas do apagão que afetou boa parte do País na noite de ontem. Virgílio também pretende encaminhar pedido de ao Ministério de Minas e Energia (MME) pedindo as mesmas explicações.
“Quero que venha dar explicações a ministra que disse que apagão nunca mais aconteceria. No governo passado o que houve foi um racionamento, desta vez foi apagão. E a ministra sempre falou sobre isso como um tom revanchista”, disse o senador tucano. “Quero saber se o apagão afetou a confiabilidade do investidor no Brasil, se houve reflexo na segurança pública e saber as causas desta pane”, completou.
G1, Paraná Online e Último Segundo
Lobão confirmou convite para falar do apagão, diz tucano
Da Agência Estado
Duas comissões da Câmara dos Deputados – a de Fiscalização e Controle e a de Minas e Energia – farão audiência pública conjunta para ouvir explicações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobre as causas do blecaute que atingiu boa parte do País na noite de ontem. Na Comissão de Fiscalização, o requerimento de convite feito pelo deputado do PSDB Vanderley Macris (SP) já foi aprovado. Segundo o tucano, o ministro comunicou que comparecerá, mas a data da audiência ainda não foi definida.
Segundo Vanderley Macris, Lobão telefonou à presidência da Comissão de Fiscalização assim que foi informado por parlamentares aliados sobre a aprovação do requerimento e se colocou à disposição dos deputados. A comissão convidou também o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
Na Comissão de Minas e Energia, o requerimento de convite ao ministro é de autoria do líder do PPS, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). O parlamentar afirmou que a falha no fornecimento de energia revela uma “fragilidade” do sistema elétrico e que falta supervisão e monitoramento. Jardim afirmou que o governo precisa aumentar os investimentos no setor de energia para evitar escassez.
O deputado afirmou que o governo tem acionado um número cada vez maior de termelétricas e que a necessidade de usar a energia dessas fontes, mais cara e mais poluente, é resultado de falta de planejamento. “É necessário que o governo adote soluções estruturais para não enfrentarmos novo blecaute como esse, que foi o maior já registrado no País”, disse ele, em nota distribuída pelo PPS.
Segundo o parlamentar do PPS, é preciso investir na construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e fortalecer o programa de geração de energia a partir de biomassa.
G1
Apagão que atingiu 18 estados é ‘micro-problema’, diz Tarso Genro
Ministro disse considerar exagero classificar o episódio como apagão.
Governo já enfrentou grandes questões na área de energia, avaliou.
O apagão que interrompeu o fornecimento de energia parcial ou integralmente em 18 estados na noite desta terça-feira (10) foi classificado como “um micro problema” pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. “Não é propriamente a minha área de atuação, mas podemos dizer que isso foi um micro-problema, perto das grandes questões que já foram solucionadas pelo governo no país”, avaliou Tarso.
O ministro acompanha nesta quarta-feira (11) o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente de Israel, Shimon Peres, no Palácio do Itamaraty.
Tarso disse ainda que considera um exagero classificar o episódio como o apagão do governo. Perguntado se a oposição poderia utilizar o caso eleitoralmente, ele respondeu: “A oposição pode achar o que quiser. Mas é um exagero considerar isso um apagão.
Convite
A comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta um convite para que o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) compareça à Casa para explicar o apagão
O requerimento pedindo a presença de Lobão foi do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP). Ele pedia a convocação do ministro. Um acordo na comissão, no entanto, converteu o requerimento para convite. Segundo os integrantes da base aliada, o ministro teria se comprometido a comparecer, apesar de não ser obrigado.
A oposição está apresentando requerimentos pedindo a convocação do ministro em diversas comissões. Outros requerimentos incluem a ministra Dilma Rousseff, que ocupa atualmente a Casa Civil e já foi titular da pasta de Minas e Energia.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), vai apresentar nesta quarta um requerimento pedindo a presença de Lobão e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para falar sobre o apagão. Na Câmara, Ronaldo Caiado (DEM-GO) também quer a presença do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.
Segundo a assessoria de Virgílio, o requerimento está sendo preparado pelo senador. Ele pedirá um convite para Lobão e Dilma e, como se trata de convite, eles não seriam obrigados a comparecer. O requerimento poderá ser votado nesta quinta-feira (12), quando a Comissão de Infraestrutura se reunirá.
G1, Último Segundo e Estadão
Apagão vira arma política e eleitoral na Câmara
Da Agência Estado
O apagão que atingiu ao menos 12 Estados na noite de ontem se transformou em arma política e eleitoral para a oposição. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), relacionou o blecaute diretamente à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ex-ministra de Minas e Energia. “Além do prejuízo ao País, o apagão caracteriza a incompetência da candidata do governo à Presidência”, afirmou Caiado. “Faltou investimento”, continuou o líder do DEM. “O modelo implantado por Dilma expulsou os investidores e o governo não investiu, provocando o colapso.”
O líder do PPS, Fernando Coruja (SC), classificou o apagão como “um caso típico de pane gerencial”. Ele avaliou que, pela extensão do blecaute, a chuva não pode ter sido determinante. “A chuva ajudou, mas o governo colaborou para aumentar o problema. É preciso investimento e gerenciamento neste setor”, disse. “E quem garante que não irá ocorrer outra vez?”, questionou Coruja.
O DEM e o PPS já elaboram requerimentos de convocação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e de Dilma para prestarem depoimento nas comissões permanentes da Câmara. Na Comissão de Fiscalização e Controle, o requerimento de convite feito pelo deputado do PSDB Vanderley Macris (SP) a Lobão já foi aprovado. Segundo o tucano, o ministro comunicou que comparecerá, mas a data da audiência ainda não foi definida.
Ainda pela manhã, Caiado protocolou um requerimento de informações ao ministro Lobão. Na lista de perguntas, Caiado questiona quantos Estados e municípios foram atingidos, qual o valor estimado do prejuízo, que medidas efetivas serão adotadas para minimizar os prejuízos com o apagão e qual foi o total de investimentos feitos para diminuir a fragilidade dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e para incrementar os sistemas de segurança das linhas de transmissão no período de janeiro de 2003 até hoje.
Investimentos
Porém, o líder do PT, Candido Vaccarezza (SP) rebateu as acusações da oposição. Segundo ele, não houve um apagão, e sim uma queda de energia que durou menos de três horas. O parlamentar afirmou que, ao contrário do que a oposição diz, o apagão mostra a capacidade do governo e da ministra Dilma Rousseff. “Na época deles (governo Fernando Henrique Cardoso) foi um ano de apagão. No nosso governo, três horas e sem nenhuma consequência grave para a economia do Brasil.”
Segundo o líder do PT, no governo passado foi necessário controlar o crescimento da economia por falta de produção de energia e que hoje o Brasil produz mais do que precisa e investe mais para acelerar o crescimento econômico. “A economia vai crescer neste trimestre e continuar no ano que vem. Este é um tema que nos interessa discutir e comparar o que foi feito no governo deles e no nosso”, afirmou.
Diário de Pernambuco
Dilma Rousseff no foco dos holofotes
Brasília e São Paulo – Uma hora depois de iniciado o apagão, às 22h da terça-feira, líderes da oposição no Congresso já articulavam pelo telefone uma estratégia para fustigar a presidenciável do governo Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Os oposicionistas pretendem levar Dilma ao parlamento para que ela explique os motivos do acidente energético que atingiu 18 estados. Eventual adversário da ministra em 2010, o governador de São Paulo, José Serra, fez ontem a crítica mais contundente entre os representantes das regiões prejudicadas. Para ele, faltam investimentos federais no setor energético.
No Congresso, a ação dos oposicionistas ocorreu em duas frentes. Na Câmara, DEM, PPS e PSDB querem ouvir Dilma, o atual ministro Edison Lobão e o ex-ministro da pasta Silas Rondeau em alguma comissão permanente. Mas sabem que, por serem minoria na Casa, terão de esperar o momento oportuno para aprovar uma eventual convocação. Por enquanto, o líderdo Democratas, Ronaldo Caiado (GO), apresentou requerimento de informações para que Lobão esclareça as razões do apagão.
Para blindar Dilma, os aliados apoiaram o requerimento do tucano Vanderlei Macris (SP) para convocar Lobão à Comissão de Fiscalização e Controle. Sem data marcada, trocaram apenas o pedido por convite, o que o desobriga de comparecer. No Senado, a tentativa é levar Dilma e Lobão, também por convite, à Comissão de Infraestrutura, sem previsão para que seja votado. A oposição avalia que Dilma montou um modelo energético inoperante quando era titular de Minas e Energia, de 2003 a junho de 2005.
A política privilegiaria o pagamento para grandes fornecedores de baixas tarifas de energia elétrica, o que teria inibido a participação de investidores públicos e privados na área. “Estamos feito uma bomba de efeito retardado”, critica o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN). “Ela é a ministra do apagão”, reforça José Carlos Aleluia, vice-líder do DEM na Câmara.
Indícios – Para José Serra, a origem do apagão está na ausência de investimentos federais. À tarde, o tucano criticou a falta de sintonia nas explicações dadas pelo ministério de Minas e Energia para o que ocorreu. “É preciso que o governo federal invista mais em manutenção para evitar problemas como esse”, disse.
Segundo Serra, o governo de São Paulo enviou, ano passado, ofício ao ministério apontando quais eram os investimentos mais importantes. Uma das reivindicações é um centro operacional no estado, que consome 20% de toda a energia produzida no país. “São Paulo, que consome metade da energia do Sudeste, que por sua vez consome 60% da energia do país, não tem um centro operacional. Há um no Rio de Janeiro, mas precisamos de outro aqui”, afirmou.
A secretária de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Seli Pena, disse que já havia indícios de que um apagão dessas proporções poderia ocorrer por conta do sistema de transmissão de Itaipu, que, segundo ela, é frágil. “No ano passado, tivemos um incidente grave que deixou parte da população de São Paulo sem energia por 72 horas. Um grupo de trabalho formado pelo governo estadual e por agentes do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) concluiu que deveriam ser feitas 14 obras urgentes em São Paulo para evitar um apagão”, disse. O relatório teria sido enviado ao Ministério de Minas e Energia.