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Tucanos cobram instalação da CPI do Apagão Aéreo 07/03/2007 - Imprensa -Parlamentares do PSDB voltaram a cobrar do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a instalação da CPI do Apagão Aéreo. O requerimento que pede a abertura do colegiado foi apresentado há uma semana pelos deputados Vanderlei Macris (SP) e Otávio Leite (RJ). O petista estaria sofrendo pressão do Planalto para barrar a criação da comissão. “Não tenho dúvidas de que a pressão existe. Mas quero acreditar que ele [Chinaglia] não vai se submeter a isso, sob pena de ser responsabilizado por um problema que pode explodir de novo. É uma CPI a favor do Brasil”, observou Macris.
RECURSO AO STF
A instalação da comissão foi discutida em almoço com o petista nesta terça-feira, do qual participaram, além de Macris e Leite, o líder tucano na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP) e o líder da Minoria na Casa, Júlio Redecker (RS). “Colocamos a ele a importância de tomar uma decisão sobre a CPI. O número de assinaturas necessárias à abertura da comissão e o fato determinado já foram constatados pela assessoria da Mesa Diretora”, garantiu Macris.
O deputado Otávio Leite (RJ) endossou a argumentação de Macris e se disse confiante a respeito da criação do colegiado que, segundo ele, é absolutamente regimental e completamente constitucional. “Há uma postulação de mais de 211 deputados de vários partidos no sentido de que a Casa ofereça ao país uma contribuição efetiva para solucionar esse drama que aflige milhões de brasileiros usuários do transporte aéreo”, defendeu.
O deputado João Almeida (BA) alertou que não está descartada a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a criação da comissão. “Já fizemos isso e faremos de novo sem problema, assim como ocorreu com a CPI dos Bingos”, advertiu. O deputado Paulo Renato de Souza (SP) avaliou que a oposição do governo à instalação do colegiado se deve ao fato de que ela investigará não só fatos pontuais, mas também problemas estruturais do setor.
O temor do Planalto, segundo o tucano, é que os integrantes da comissão acabem descobrindo que o governo “atrasou a implantação do Sivam, criando a zona cega no controle do sistema de tráfego aéreo sobre a região amazônica”. “Enquanto isso não vem à tona, o governo se sente seguro para jogar a responsabilidade nos controladores e nos pilotos quando, na verdade, ela é compartilhada”, sustentou. Chinaglia anunciou que deve se reunir ainda hoje com o secretário-geral da Mesa, Mozart Viana, e tomar uma decisão sobre a instalação da CPI.Fonte:Ivone de Menezes – Assessora de Imprensa

