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    1. Somente Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro possuem estrutura de investigação de crianças desaparecidas
      14/10/2009 - Imprensa -

      Dos 27 Estados brasileiros, somente três tem trabalhos considerados relevantes no que tange à busca de crianças e adolescentes desaparecidos, segundo a presidente do Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida (CriDesPar), Arlete Ivone Caramês. A informação foi dada em depoimento realizado na tarde desta quarta-feira, 13 de outubro, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as decorrências do desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com Caramês, o Estado do Paraná – onde reside, São Paulo e Rio de Janeiro possuem boa estrutura para investigação de crianças desaparecidas, mas ainda é aquém do que seria necessário.

       

      Para o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), vice-presidente da CPI de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, em entrevista após a comissão, a constatação feita por Caramês ressalta a grande deficiência de um problema sério e que atinge todo o país. “Quantas crianças mais precisam desaparecer para que as autoridades reconheçam o grave problema que temos? A presidente do CriDesPar destacou que só conhece o trabalho de três unidades da federação na busca de meninos e meninas desaparecidos, sendo que temos 27 [estados] e milhares de ocorrências a cada ano ”, critica o deputado.  

       

      Questionada pelos membros da CPI sobre os principais motivos dos desaparecimentos de crianças no Paraná, Caramês destacou que não existe indícios suficientes para comprovar os casos, mas que há relatos de crianças raptadas no Sul do país e vendidas principalmente em Israel e na Itália. No caso do sumiço do seu filho, Guilherme Caramês Tiburtius, desaparecido desde 1991 na frente de casa em Curitiba (PR), a presidente diz que alguém havia “trabalhado” a cabeça dele para o rapto. Ela explicou que 15 dias antes do desaparecimento, Guilherme havia dito que queria trocar de casa. Dois dias antes, disse que queria trocar de nome. “Tinha alguma coisa por trás que eu não consegui identificar”.

       

      Caramês analisa que é muito importante a educação das crianças no sentido de não se deixarem persuadir por pessoas desconhecidas. Outro ponto destacado e que, segundo ela, facilitaria os procedimentos de busca, seria a cooperação da mídia tanto na instrução das crianças quanto na informação sobre pessoas desaparecidas. “A mídia só atua dependendo da proporção que o caso toma. E não deixar [o caso] cair no esquecimento é fundamental”.

      Fonte:Assessoria de Imprensa