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Risco de novo apagão aéreo é iminente 25/11/2009 - Imprensa -“O problema de gestão existe”, enfatizou o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), José Márcio Mollo, em audiência pública sobre um possível novo apagão aéreo. De acordo com Mollo, é preciso que a sociedade conheça os problemas estruturais dos aeroportos brasileiros para que não culpem as empresas aéreas como ocorreu nos últimos anos.
Autor do requerimento nº 174/09, que solicitou “esclarecimentos sobre as providências que vêm sendo tomadas para evitar um novo apagão”, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) criticou os dados apresentados pelo assessor especial da Presidência da Infraero, Jaime Henrique Parreira. O assessor expôs o modelo de modernização e expansão da infraestrutura de transporte aéreo de passageiros para a Copa do Mundo de Futebol, que será realizada no Brasil em 2014. Conforme a apresentação, o governo Federal investirá R$ 5,52 bilhões nos 16 aeroportos do país que atenderão os turistas do evento esportivo. Montante considerado muito baixo pelos parlamentares presentes na audiência e pelo presidente do SNEA e que não será aplicado com a urgência que exige.
“Em outubro tivemos aumento de 40% no número de passageiros”, revelou Mollo. Segundo ele, a quantidade de usuários do transporte aéreo será de 10% a 12%, e os aeroportos não comportarão tal fluxo.
O cronograma de aplicação dos recursos também não condiz com o problema infraestrutural. Em 2009 e no ano seguinte, somente R$ 891 milhões serão investidos, de acordo com o próprio representante da Infraero, e, de 2011 a 2013, referentes ao mandato do próximo presidente, o valor será de mais de R$ 4,63 bilhões.
“A manifestação do senhor Jaime Henrique Parreira deixou muito claro que o sistema aéreo brasileiro está perto de um colapso”, argumentou o deputado Macris. Ainda segundo ele, o Planalto não tem demonstrado o compromisso que evidencia em discurso e, desde a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, realizada em 2007, nada de concreto foi executado para sanar os problemas. “Projetos existem há muito tempo. Alguns a mais de 10 anos. Aprendi na CPI do Apagão Aéreo que na questão aeroportuária, na questão de tráfego aéreo, se planeja. Muitas vezes, com uma década de antecedência.”
A audiência, realizada pelas comissões de Viação e Transportes, de Desenvolvimento Urbano e de Turismo e Desporto, também teve a palestra do superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), Rodrigo Ferreira Oliveira.
Fonte:Assessoria de Imprensa

