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Pólo Têxtil poderá ganhar Agência de Desenvolvimento 28/10/2005 - Imprensa -O Pólo Tecnológico das Indústrias Têxteis e de Confecção reúne as condições necessárias para receber uma Agência de Desenvolvimento. Essa foi a avaliação do secretário de Ciência Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, João Carlos de Souza Meirelles, durante reunião nesta quinta-feira, 27, com integrantes do pólo e o deputado estadual Vanderlei Macris. As Agências de Desenvolvimento, visando o desenvolvimento regional, são criadas com o objetivo de articular os fatores de produção com vistas ao desenvolvimento integrado, facilitando as parcerias entre os órgãos da administração pública, empresas e entidades de ensino, pesquisa e desenvolvimento.
“O embrião da agência já existe, falta agora colocar em prática”, informou o secretário depois de assistir a uma apresentação sobre as ações do pólo e os projetos que estão em desenvolvimento. Entusiasmado, o secretário ressaltou que o projeto apresentado era uma “sinfonia de Mozart”. Meirelles elogiou a integração dos agentes envolvidos no Pólo e o fato dos projetos contemplarem toda a cadeia produtiva desde a produção, passando por mão-de-obra e comércio.
O secretário informou que o Pólo Têxtil e de Confecções sai na frente em relação aos demais Arranjos Produtivos Locais (APL) porque sua criação foi feita através de Lei. “Graças a Deus e ao deputado Macris esse pólo é único reconhecido por lei”. O pólo foi criado através de projeto de lei do deputado Macris por indicação dos integrantes da Associação Comercial e Industrial de Americana (Acia), Sindicato das Indústrias de Tecelagem (Sinditec) e Sindicato das Indústrias Têxteis (Sinditextil). O Arranjo Produtivo é uma classificação dada às regiões que concentram empresas com atividades afins e com isso recebem estímulos do governo do Estado para o seu desenvolvimento. O pólo envolve as cidade de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara
Para tratar da implantação da Agência de Desenvolvimento, já na próxima semana, em dada a ser marcada, acontece uma reunião com o secretário Executivo de Desenvolvimento Regional, Marco Antônio Castello Branco. Para o deputado Macris a reunião com o secretário foi um passo significativo para a implementação dos projetos que estão em desenvolvimento pelo pólo.
O comprometimento da iniciativa privada também foi elogiada pelo secretário. “Com a iniciativa privada o processo torna-se irreversível”, informou explicando que muitas vezes, quando o envolvimento é apenas público, as alterações de mandatos tendem a dificultar os projetos que estão em andamento.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico de Americana, Nilza Tavoloni, o secretário entendeu que o Pólo Têxtil está bastante avançado quanto a definição de projetos e andamento dos trabalhos. “Os projetos apresentados ao secretário são práticos e funcionais”, frisou. Participaram também da reunião Dimas Starnini, secretário de Desenvolvimento Econômico de Nova Odessa; Rafael Cervone Neto, presidente do Sinditextil, Sérgio Menin, do Sinditextil, Silvio Napoli, representando a Abit e Osni Nobre, consultor
O que são as Agências de Desenvolvimento?
As agências constituem um mecanismo de coordenação de interesses em torno de objetivos comuns. Permitem a criação de espaços permanentes e privilegiados de interlocução entre o setor público e privado, para a solução de gargalos ao desenvolvimento de determinadas regiões.
Observando as especificidades de cada localidade, o modelo proposto para a constituição dessas agências possibilita ultrapassar os limites físico-políticos dos municípios, oferecendo um padrão de atuação integrada para o desenvolvimento e fortalecimento econômico e social de abrangência regional.
A estratégia é encontrar o equilíbrio entre melhoria de especializações já consolidadas e busca de novas oportunidades que diversifiquem a base econômica e produtiva da região, dentro do contexto de globalização do mercado. O resultado esperado é a construção de uma base produtiva renovada e diferenciada, com foco em recursos humanos, infra-estrutura, inovação tecnológica e posicionamento de mercado.
A formatação proposta para cada Agência de Desenvolvimento Regional ADR é com o envolvimento da OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), constituída pelo Poder Privado (empresários, trabalhadores e sociedade civil participando como investidores, executivos e em caráter consultivo) e pelo Poder Público (Federação, Estado, Município – em caráter consultivo).
Futuramente, deverá ser criada uma rede de ADRs do Estado de São Paulo (através do Fórum Paulista de Agências de Desenvolvimento Regional), trocando experiências e compartilhando informações, tecnologia e conhecimento para a solução otimizada e integrada de problemas comuns aos municípios paulistas.
Fonte:Ivone de Menezes – Assessora de Imprensa

