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Pólo abre portas para geração de empregos e renda 20/08/2003 - Imprensa -Americana e as cidades vizinhas, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia constituem, agora de direito, o que já era de fato: o maior pólo da indústria têxtil do Estado. A lei 11274, promulgada pelo governador Geraldo Alckmin, no dia 03 de dezembro 2002, a partir do projeto de lei do deputado estadual Vanderlei Macris, agrega ao pólo têxtil também as indústrias de confecção que estão instaladas nesses municípios.
Estima-se que existem cerca de 2500 confecções nos cinco municípios. Muitas são conhecidas como empresas de fundo quintal. Para driblar os encargos tributários essas confecções trabalham na informalidade, mas criam uma realidade importante para o município e para Estado: geram emprego e renda à diversas famílias.
“As confecções são intensivas em mão-de-obra”, ressalta o deputado Macris. “Para cada máquina há uma costureira trabalhando”, completa. O maior desafio do pólo é agregar indústrias têxteis e confecções e transformar a região em um pólo exportador de tecidos e moda.
Para dar conta do trabalho de segmentação do setor foi formada uma comissão com representantes dos cinco municípios, da Assembléia Legislativa, do governo do Estado, do Sindicato das Indústrias de Tecelagem da região (Sinditec), do Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado (Sinditextil) que é ligado à Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) e da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp).
Esses dez membros da comissão terão pela frente o compromisso de identificar os principais problemas do setor e criar condições para que os projetos de desenvolvimento do pólo sejam implementados.
O ponto principal da discussão é agregar valores aos produtos do pólo. Como diz o secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, João Carlos de Souza Meirelles, em vez de mandar o tecido que é produzido na região para os demais estados do Brasil e até mesmo para o exterior para a confecção de roupas, porque não organizar as confecções e tecelagens para que o tecido fique na região? “Vamos começar a exportar confecções e não apenas tecidos”, diz.
Nesse projeto de organização do setor estão inseridas, principalmente, as pequenas e micro empresas. “Americana e região têm o que chamamos de arranjo produtivo, ou seja, várias empresas voltadas a uma mesma atividade econômica. A meta, agora, é fazer com que esse arranjo possa funcionar de forma a beneficiar os empresários do setor, a população e os municípios com a geração de empregos e renda.”, reforça Meirelles.
Com a posse da Comissão de Desenvolvimento do Pólo Tecnológico das Indústrias Têxteis e de Confecções o passo seguinte é a escolha do presidente da Comissão. Por enquanto, assumiu como coordenador dos trabalhos da comissão o presidente do Sinditec, Mário Zocca.
Fonte:Ivone de Menezes – Assessora de Imprensa

