-
Moção de Apoio de parlamentares é entregue por Macris a advogado das vítimas do voo 1907 19/11/2009 - Imprensa -Em cerimônia realizada na manhã desta quarta-feira (18), o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) entregou a Moção de Apoio de Parlamentares à Associação Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 da Gol ao advogado Dante D’Aquino. No mês de dezembro, D’Aquino se encontrará com autoridades do governo dos Estados Unidos para solicitar providências em relação aos pilotos que conduziam a aeronave Legacy que colidiu com o Boeing da Gol e matou 154 passageiros.
Preocupado com a demora e a possível prescrição do caso do Voo 1907, o deputado Macris recolheu a assinatura de 232 deputados federais e 41 senadores. De acordo com ele, mais parlamentares se mostram solidários à causa, mas, devido à celeridade, alguns não puderam firmar apoio.
“Entregamos um documento suprapartidário. A intenção é cobrarmos a responsabilidade dos pilotos e, desta maneira, buscar um modo de se fazer justiça”, ponderou Macris.
Acidente
O acidente aconteceu no dia 29 de setembro de 2006 com um Boeing 737-800 da companhia brasileira Gol Linhas Aéreas. A aeronave viajava com 154 pessoas a bordo e desapareceu dos radares aéreos enquanto cumpria a etapa de Manaus (AM) a Brasília (DF) do voo 1907.
Os destroços do avião foram encontrados no dia seguinte, na Serra do Cachimbo, a duzentos quilômetros de Peixoto de Azevedo, na região norte do Estado de Mato Grosso.
Caso voo 1907
De acordo com a procuradora da República em Sinop (MT) – município próximo do local onde os destroços do avião foram encontrados – Dra. Analícia Ortega Hartz Trindade, em manifestação escrita e encaminhada a Comissão de Viação e Transportes (CVT), a pena mínima prevista para o crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo é de um ano e quatro meses. Caso a pena aplicada aos culpados – os controladores de voo e os pilotos norte-americanos – seja igual ou inferior a dois anos, as condutas imputadas prescreverão em quatro anos, desde o recebimento da peça acusatória, segundo o Código Penal Brasileiro. Já se passaram dois anos e a procuradora ressalta que “se não houver sentença final até junho de 2.011, terá sido como se não tivesse ocorrido conduta criminosa, ou seja, mais um caso de impunidade, em um crime de consequências tão desastrosas”.
Fonte:Assessoria de Imprensa

