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    1. Macris: governo recorre à terrorismo e coação para prorrogar CPMF
      24/10/2007 - Imprensa -

      Brasília (23 de outubro) – Em pronunciamento no plenário, o deputado Vanderlei Macris (SP) fez duras críticas à intenção do governo de prorrogar a CPMF. Segundo ele, o Executivo “tenta coagir, faz terrorismo e agrada parlamentares” para que o resultado da votação no Senado seja favorável à contribuição. “Não é possível entender como um governo que bate recordes anuais de arrecadação não seja capaz agora de extinguir um tributo que perdeu a sua função há muito tempo”, observou.

      POSIÇÃO PATERNALISTA

      Macris afirmou que setores prioritários sofrem com a retenção de investimentos, como a saúde, a segurança pública, o transporte e outras áreas que dependem de recursos públicos. “Enquanto se vangloria da ajuda aos mais carentes, o governo ignora que as mesmas pessoas morrem nas filas à espera de atendimento. Se o Executivo diz que investiu mais de R$ 1 bilhão em Saúde, quase a totalidade – R$ 951 milhões – serviram para pagar dívidas pendentes de anos anteriores que não foram quitadas”, revelou.

      Para o tucano, programas assistencialistas como o Bolsa Família criam a “política da dependência”, fazendo com que o país caminhe para o subdesenvolvimento. “O governo assume posição paternalista para cair na graça de pessoas de baixa renda e se enamora descaradamente com o mercado financeiro, o que proporciona lucros inimagináveis aos banqueiros”, rechaçou Macris.

      De acordo com o deputado, a gestão Lula tenta se apropriar da estabilidade econômica conquistada pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “FH sofreu com ataques raivosos do Partido os Trabalhadores, não conseguiu fazer todas as reformas que desejava, mas deixou o país com prosperidade. Lula não perde uma única oportunidade de criticar seu antecessor. No entanto, com relação à política econômica – considerada herança maldita – não mudou um milímetro, Os petistas devem ter descoberto que esse é o modelo mais adequado ou assumiram que não têm capacidade para inovar”, concluiu.

      Fonte:Agência Tucana