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Macris é contrário a implantação de usinas hidrelétricas na região do Rio do Peixe 21/10/2009 - Imprensa -O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) se posicionou contrário a implantação de cinco pequenas usinas hidrelétricas sem o consentimento das prefeituras e da sociedade de quatro municípios de São Paulo e de Minas Gerais. O deputado formalizará um requerimento para solicitar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informações sobre a autorização para a construção das mini-indústrias de energia.
Mesmo não fazendo parte da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), mas presente na audiência pública desta terça-feira (20) sobre a construção de usinas hidrelétricas nos municípios mineiros de Bueno Brandão, Toco do Mogi e Munhoz e Socorro (SP), o deputado Vanderlei Macris se disse incomodado com a possibilidade de implantação de indústrias de energia em cidades que são pólos do turismo de aventura, principalmente ligado as águas correntes, forte atração por causa das diversas cachoeiras.
“Não é possível que se coloque em operação cinco usinas sem o consentimento das prefeituras e da sociedade. A prefeita de Socorro, até ontem, nem sabia dessas usinas hidrelétricas”, destacou Macris.
Em resposta, o diretor da TocTao Engenharia Ltda, Alan Menezes, disse que a prefeita de Socorro, Marisa de Souza Fontana, só não foi comunicada porque não conseguiram realizar contato. “Procuramos a prefeita Marisa, mas não a encontramos.”
De acordo com o projeto da TocTao Engenharia, o município paulista de Socorro receberá duas pequenas usinas, que, segundo o diretor da empresa, não significarão em problemas ambientais e nem na vazão das águas do Rio do Peixe.
Para o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) o relatório ambiental preliminar (RAP) apresentado para a construção das indústrias de energia “tecnicamente é imprestável” por não conter dados considerados satisfatórios sobre a estruturação dos projetos e da análise da fauna e da flora da região.
Ao final da audiência pública, Macris sugeriu ao deputado Marcos Montes (DEM-MG), vice-presidente da CMADS, que fossem ouvidos os representantes de outras instituições governamentais para, assim, saberem como são autorizados projetos sem critérios básicos.
Participaram do evento prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais de Socorro, Águas de Lindóia, Camanducaia, Itu, Morungaba, Amparo, Pedra Bela e Munhoz, bem como representantes de entidades ambientais.
Fonte:Assessoria de Imprensa

