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Macris avalia que detrimento do transporte hidroviário não foi interessante para o país 05/11/2009 - Imprensa -Ocorreu ontem, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), o 1º Fórum sobre Hidrovia. O evento teve o objetivo de apresentar a contribuição do transporte hidroviário ao meio ambiente. Para o deputado Federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), o Brasil “errou” ao optar pelo modal rodoviário e agora tem que repensar sua logística de transporte.
Na abertura do evento, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ressaltou que o transporte hidroviário é fundamental para a agricultura brasileira e para que o país se mantenha competitivo. Ainda segundo ele, é incompreensível que uma nação que caminha para ser líder mundial em produção e é autossuficiente em praticamente todas as culturas agrícolas, além de possuir um terço do mercado mundial, não tem apoio para desenvolver a infraestrutura e a logística.
A apresentação do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, foi direcionada a opção adequada do transporte e a questão ambiental, que, segundo ele, tem sido o foco das principais discussões no mundo hoje.
O diretor esclarece que não é contra o transporte rodoviário, mas é preciso ponderação. “Faço, sim, um discurso para que a gente utilize o meio de transporte mais adequado para cada distância. Isso que é utilizar de forma apropriada a multimodalidade e o estudo da logística de movimentação das cargas do país.
“A Europa está fazendo investimentos de 37 bilhões de euros para poder ampliar sua rede de hidrovias. A Europa, que já é uma das melhores redes hidroviárias do mundo, está atuando para interligar, através de canais, bacias hidrográficas”, ressaltou Fialho. Ele ainda argumentou que o Brasil tem somente 13 mil km de rios aproveitados para a navegação, sendo eles na bacia do Tiete e as hidrovias do Rio Amazonas. “É uma grande ação em favor do meio ambiente nós fazermos com que nossas hidrovias funcionem de forma eficiente.”
Para o deputado Vanderlei Macris, a opção pelo modal rodoviário estagnou o desenvolvimento do Brasil que, hoje, poderia estar em melhores condições em comparação aos países desenvolvidos. “É impressionante como o país se atrasou. Os transportes hidroviário e ferroviário foram deixados de lado e, até o caos aéreo é proveniente desta má escolha. Prejudicamos áreas produtoras por deficiências na infraestrutura e nos transportes, o que eleva os custos de produção.”
O evento ainda teve a participação do secretário-executivo do ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; do diretor da Área de Regulação da Agência Nacional de Águas (ANA), Benedito Ferreira Braga Júnior; do vice-presidente da Confederação Nacional do Transportes (CNT), Meton Soares Júnior; do engenheiro do Exército norte-americano, Marcelo Salles; entre outros.
Fonte:Assessoria de Imprensa

