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Indicador apontará pontos críticos de pobreza em municípios 03/12/2002 - Imprensa -A Assembléia Legislativa prepara-se para divulgar em 2003, ano em que as questões sociais serão o foco das atenções, mapas das principais áreas de concentração de pobreza em 90 municípios da Região Administrativa de Campinas.
Os trabalhos de levantamento e sistematização dos dados estatísticos, tanto do IPRS, quanto dos mapas de pobreza, estão sob responsabilidade da Fundação Seade que, em breve assinará contrato com a Assembléia Legislativa. Grande parte dos dados já foram sistematizados pela fundação.
Será um subproduto do segundo levantamento do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), cuja elaboração está prevista em lei do deputado estadual Vanderlei Macris (PSDB). Os mapas, na verdade, são uma espécie de Atlas, que identificará, utilizando a malha digital do setores censitários do Censo 2000, os locais onde se concentra a população mais carente. Também será produzido um relatório analítico para saber como essas pessoas percebem as iniciativas das prefeituras que, em tese, foram adotadas para resolver as questões sociais.
Os mapas servirão de protótipo para um projeto mais extenso que poderá no futuro fazer a mesma identificação nos demais municípios do Estado.
Quanto ao IPRS, essa será a segunda divulgação do indicador social, criado em 2001, a partir dos trabalhos desenvolvidos pelo Fórum São Paulo Século XXI, que foi uma iniciativa promovida pela Assembléia Legislativa, entre 1999 e 2001.
Na ocasião, o deputado Vanderlei Macris (PSDB), que presidia a Assembléia Legislativa, reuniu no fórum representantes de diversificados setores da sociedade civil para formular uma proposta de desenvolvimento para o Estado. O objetivo era enfrentar o desafio do século recém iniciado, marcado pelo processo de Globalização.
O IPRS foi aprovado em lei que prevê a sua divulgação a cada dois anos. Trata-se de um indicador social inspirado no Índice de Desenvolvimento Humano, criado pela ONU. A Fundação Seade que foi responsável pelo desenvolvimento da metodologia, apresentou no entanto um indicador social com os mesmos objetivos, mas bastante diferenciado e que leva em conta as características peculiares de um estado como São Paulo.
A metodologia foi apresentada em Nova York, na sede da organização, e mereceu elogios da própria ONU. Como resultado, se formulou um diagnóstico muito próximo da real situação dos 645 municípios do Estado no que se refere às condições de longevidade, educação e renda da população. Eles foram apresentados na forma de grupos de municípios, de acordo com seus estágios de desenvolvimento e características.
Os clusters ou bolsões de pobreza que se pretende identificar na Região Administrativa de Campinas se constituem em um levantamento ainda mais pormenorizado, no que se refere à identificação das áreas mais críticas, para intervenção do poder público.
Além de mapear essas áreas, também será apresentado um estudo das percepções que a população desses locais tem da sua pobreza e das políticas sociais formuladas para o combate desta situação. O objetivo é checar a eficiência dessas políticas, para saber se os recursos empregados, já escassos, não são desperdiçados.Fonte:Ivone de Menezes – Assessora de Imprensa

