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    1. Governo reafirma que mal tempo foi a causa do apagão ocorrido em novembro
      17/12/2009 - Imprensa -

      O Ministério de Minas e Energia e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mantêm a hipótese de raios como a principal causa do apagão que atingiu 18 estados brasileiros e parte do Paraguai, no início de novembro. Ontem, em audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle; de Minas e Energia; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, explicou que o sistema elétrico operava com padrões de

       

      segurança superiores ao normal momentos antes do problema.

       

      Segundo ele, às 10 horas e 13 minutos da noite de 10 de novembro, ocorreu um “grave e atípico” curto-circuito trifásico simultâneo entre as subestações de Ivaiporã, no Paraná, e de Itaberá, em São Paulo. Posteriormente, houve oscilação de frequência, colapso de tensão e desligamento em cascata, sobretudo na região Sudeste.

       

      Inpe contestado – Segundo Chipp, a investigação realizada até agora mantém o diagnóstico de causas meteorológicas, divulgado no mesmo dia do apagão, apesar de afirmações contrárias sustentadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Além das condições de fortes chuvas, ventos e descargas – descargas mais à tarde, não muito à noite – havia uma indicação de uma chuva concentrada com 24 milímetros de intensidade num curto período de tempo”, sustentou o diretor do ONS.

       

      “É um equívoco [pensar] que só a descarga forte, que a gente vê e faz barulho, é que causa o rompimento do isolamento”, acrescentou Chipp. “Não, as fracas também. E mais, as descargas

       

      fracas, abaixo de 25 kiloamperes, não são registradas com precisão pelos institutos [de meteorologia]”, destacou.

       

      Isoladores – O ONS também investiga a possibilidade de que essas condições meteorológicas adversas tenham provocado trincas nos chamados isoladores de pedestal, o que teria reduzido a efetividade desses equipamentos.

       

      O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, explicou que, por isso, estão sendo adotadas medidas preventivas em relação aos isoladores. “Isso é algo mais que se vai fazer para proteger

       

      o equipamento de chuvas intensas e a possibilidade também de uma graxa para facilitar o escoamento da água sobre ele – o que não quer dizer que o equipamento não esteja em boas condições. É um reforço”, disse.

       

       

       

       

       

      Ministro Edison Lobão descarta possibilidade de racionamento

       

       

       

      Durante a audiência de ontem, o ministro Edison Lobão descartou qualquer possibilidade de racionamento de energia e garantiu que o nível dos reservatórios das hidrelétricas é o melhor dos últimos dez anos.

       

      De acordo com Lobão, o Brasil dispõe hoje de 106 mil kilowatts de energia instalados e o “mais extenso e robusto” sistema de linhas de transmissão de energia elétrica.

       

      Para o ministro, o apagão não passou de um “acidente” que provocou interrupção temporária de energia. Ele ressaltou ainda o fato de o fornecimento ter sido restabelecido em um tempo médio de 222 minutos.

       

      Desconfiança – O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) – autor do requerimento para realização da audiência, juntamente com os deputados Bernardo Ariston (PMDBRJ) e Albano Franco (PSDB-SE) - manifestou sua insatisfação com as explicações e disse desconfiar que o apagão foi causado por falta de manutenção e investimento.

       

      “É impressionante como esse governo deixou a desejar nesses mais de 30 dias desde o blecaute. São explicações muito simplistas”, sustentou o parlamentar. “Na minha opinião, foi problema de manutenção. Fala-se que precisa se preocupar com questões de graxa no sistema. A sociedade brasileira está insegura em relação às explicações dadas”, avaliou Macris.

       

      Além do relatório do ONS, o Ministério de Minas e Energia aguarda pareceres técnicos sobre o blecaute de novembro, preparados pela Agência Nacional de Energia Elétrica e por uma comissão especial criada no próprio ministério. O ministro Lobão garantiu que o governo trata o caso com transparência. (JCO)

       

       

       

       

       

      Secretário minimiza impacto do blecaute

       

      O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, admitiu, durante a audiência sobre o apagão, que o blecaute do dia 10 de novembro teve uma gravidade maior do que outros eventos do tipo registrados no País, mas que teve um impacto menor.

       

      “Isso demonstra o aprendizado com os problemas do passado e os efeitos positivos dos investimentos realizados”, disse Zimmermann.

       

      Ressarcimento – Em resposta ao questionamento do deputado Silvio Torres (PSDBSP), sobre ressarcimento dos prejuízos aos consumidores, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que esses ressarcimentos estão acontecendo, como prevê a lei, e têm sido realizados pelas distribuidoras locais. (JCO)

       

       

       

       

       

      Fonte: http://intranet.camara.gov.br/internet/jornal/jc20091217.pdf

       

       

       

      Para assistir ao posiciomento do pesquisador do Inpe, Osmar Pinto, acesse o link: http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1376145-10345,00.html

      Fonte:Agência Câmara