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    1. Entrada de membro da Guarda Revolucionária iraniana no Brasil não é esclarecida
      03/08/2010 - Imprensa -

      O deputado Federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) participou, na tarde desta terça-feira (3), de audiência pública da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) no Senado Federal. O evento foi solicitado para que fosse esclarecida a entrada, no Brasil, de Esmail Ghaani, membro da Guarda Revolucionária iraniana, mas pouco foi explicado pelas autoridades do governo Federal.

       

      Esmail Ghaani, membro das Forças Quds, unidade da Guarda Revolucionária iraniana, esteve no Brasil em novembro de 2009, como integrante da segurança do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

       

      De acordo com os convidados, o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza, e o subsecretário das Comunidades Brasileiras no Exterior do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Eduardo Ricardo Neto, não havia nenhum impedimento ao iraniano no país. “O desembarque foi feito, não tinha restrição no âmbito do desembarque deste cidadão no Brasil”, afirmou Corrêa.

       

      Com informações noticiadas pela imprensa libanesa, de que Ghaani, a caminho do Brasil, esteve no Dacar (Senegal) para adquirir algumas docas no porto local, cujo objetivo é esquivar do bloqueio comercial imposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) earmazenar produtos negociados da América Latina, o deputado Vanderlei Macris questionou os participantes sobre os encontros e negócios realizados pelo iraniano no Brasil.O diretor da Abin respondeu que as reuniões que Ghaani participou não passaram “de dados relativos a agenda presidencial” de Ahmadinejad.

       

      Além de Macris, os deputados peessedebistas Marcelo Itagiba (RJ), autor do requerimento para a realização da audiência, e Emanuel Fernandes (SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, ficaram indignados com a informação de Trezza de que não poderia responder se o iraniano é agente de inteligência. De acordo com ele, somente o ministro chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, pode responder.

       

      Ao final da audiência, Macris disse que a comissão avaliará a necessidade de convocação de Félix para prestar esclarecimento. “O general foi convidado para esta audiência, mas mandou o diretor da Abin. Assim, vamos discutir a necessidade da vinda dele, mas já sabemos que o sistema de inteligência do país precisa ser melhorado.”

       

      O evento foi presidido pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

      Fonte:Assessoria de Imprensa