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Deputados criam frente em defesa da indústria paulista 29/06/2005 - Imprensa -Os setores mais afetados pela importação de produtos dos países do leste Asiático são brinquedos, eletroeletrônicos, tecidos e confecções e calçados. “Os preços desses produtos são inferiores aos praticados no mercado nacional por causa da mão-de-obra barata e incentivos fiscais promovidos pela China”, ressaltou o deputado Macris. Mas esse não é o único problema que esses setores enfrentam: o contrabando e a pirataria acabam promovendo prejuízos significativos à indústria nacional , notadamente, à paulista.
“O mesmo país que fascina pela sua capacidade aparentemente inesgotável de consumir, está se transformando em pesadelo pela quantidade com que produz: nada menos que 75% dos brinquedos; 55% dos calçados; metade das câmaras digitais e 35% dos celulares consumidos em todo o mundo já são manufaturados na china. As exportações chinesas somam 600 bilhões de dólares e crescem em ritmo frenético de 35% ao ano”, reforça Macris.
Para o secretário estadual da fazenda, Eduardo Guardia, o assunto é complexo e merece estudos aprofundados na busca de uma solução para a invasão, no mercado interno, de produtos asiáticos. “São dois aspectos a considerar, primeiro: a economia brasileira cresce menos em relação às economias de países emergentes, são 13% contra 33%, e segundo: a concorrência desleal é um problema concreto e de difícil solução”. Guardia ressaltou a diminuição de impostos, implementada pelo governo paulista, como alternativa de estímulo ao crescimento da indústria. “Precisamos de esforços conjuntos dos governos municipal, estadual e federal para resolver essa questão”, ressaltou.
Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é necessário que haja vontade política para acabar com a prática da importação ilegal e da pirataria. “No futuro o que vai aumentar é a importação e não a exportação, precisamos estar atentos a isso”. Skaf apontou quatro linhas para a atuação da Frente Parlamentar: pressionar para que seja adiada a oficialização do reconhecimento da China como economia de mercado; a ampliação do número de setores contemplados com a redução do ICMS;um tratamento adequado às empresas incluídas no passivo fiscal e a necessidade de aprovar rapidamente projetos como o da Lei Geral da Pequena e Microempresa, que tramita no Câmara Federal.
Já o secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, João Carlos de Souza Meirelles, disse que o governo estadual apóia as discussões e colocou à disposição da frente parlamentar subsídios e especialistas que a auxiliem em suas atividades.
A primeira reunião da Frente acontece na próxima terça-feira, dia 05 de julho, às 15h30, para definir a pauta de trabalho e já na próxima quinta-feira, dia 07, às 15 horas, está marcada a reunião com o segmento têxtil para diagnosticar os problemas do setor. Além disso, uma comissão de deputados estaduais estará em Brasília para discutir com deputados, ministros e senadores as dificuldades enfrentadas por conta da importação, sem controle, de produtos asiáticosFonte:Ivone de Menezes – Assessora de Imprensa

