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Delegada de Proteção a Criança e ao Adolescente no DF diz não ter registros relacionados ao crime organizado na região 16/10/2009 - Imprensa -A delegada titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) no Distrito Federal (DF), Gláucia Cristina Ésper, foi ouvida na manhã desta quinta-feira (15) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as decorrências do desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil. Em seu depoimento, a delegada disse não ter na região registros de casos relacionados ao crime organizado e 90% das ocorrências são relacionadas ao desajuste familiar.
Questionada pelo deputado Federal e vice-presidente da CPI de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, Vanderlei Macris (PSDB/SP), sobre a utilização de meninos e meninas no tráfico de drogas e em casos de exploração sexual, a delegada disse que há, no DF, casos isolados e que não se caracterizam como crime organizado. “Muitos [dos exploradores] não agem organizadamente”, revela.
A delegada destaca que na região da capital do país há poucos registros de casos onde os parentes das vítimas e policias estão envolvidos. Na grande maioria, segundo ela, as ocorrências são de fugas motivadas por desajuste familiar.
Baseado em uma matéria em que a TV Globo do Distrito Federal afirmou que a DPCA é campeã no reencontro de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, o deputado Vanderlei Macris perguntou à delegada o motivo que ela atribui o êxito em relação às investigações. De acordo com Ésper, a diferença está na prioridade que ela e os policiais dão aos desaparecidos. “Se a gente enxerga que eles têm prioridade, primeiro vamos investigar este tipo de caso. Os policiais canalizam esforços no sentido de encontrar pessoas. Também são dadas a eles outras atribuições, mas entre a outra e o desaparecimento, a preferência é o desaparecimento”, explica.
Por fim, Macris quis saber “qual a nota” que a delegada daria sobre a prioridade que o Estado concede na investigação de casos de desaparecimento de crianças e adolescentes.
“Em relação a uma delegacia de proteção a criança e ao adolescente e outra que apure crimes de cunho patrimonial, qual o senhor acha que recebe mais recursos?”, finalizou a delegada, deixando subentendido a falta de investimentos para a investigação do desaparecimento de crianças e jovens.
Fonte:Assessoria de Imprensa

