-
CPI do Apagão Aéreo da Câmara ouvirá desembargadora 30/08/2007 - Imprensa -Brasília (30 de agosto) – Os integrantes da CPI do Apagão Aéreo da Câmara aprovaram na manhã desta quinta-feira requerimento de autoria do deputado Vanderlei Macris (SP) que prevê a convocação da desembargadora do Tribunal Regional Federal Cecília Marcondes para esclarecer os aspectos que envolveram a liberação da pista de Congonhas em fevereiro deste ano.
PISTA DE CONGONHAS
Na avaliação de Macris, o depoimento da desembargadora é importante para explicar a posição do Judiciário sobre os documentos recebidos da Anac, que supostamente comprovavam as boas condições de funcionamento da recém reformada pista do aeroporto. “As investigações da comissão levantaram a inconsistência das normas levadas pela então diretora da Anac Denise Abreu. Até o momento não conseguimos saber se o regulamento levado para justificar a abertura da pista estava ou não em vigor”, destacou.
De acordo com o parlamentar, os próprios dirigentes da agência não chegaram a um consenso sobre a validade do documento. “A suspeita é que, se normas mais rígidas tivessem sido adotadas, o acidente da TAM teria sido evitado. A presença da desembargadora e do autor da norma, Gilberto Schittini, poderão ajudar o colegiado a formar um juízo de valor sobre as responsabilidades no caso”, afirmou.
BLINDAGEM
Macris criticou, mais uma vez, a postura dos governistas da CPI durante a votação de requerimento do deputado Vic Pires (DEM-PA) que pedia a realização de uma terceira oitiva com o atual presidente da Anac, Milton Zuanazzi. “Cada vez mais, a base governista da comissão está blindando os setores nos quais a gestão federal ainda tem algum interesse em proteger”, condenou.
O tucano lembrou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, em depoimento à CPI, desautorizou a Anac e destacou que agência foi utilizada como moeda de troca política. “A partidarização da autarquia provocou desentendimentos internos, falta de gestão e problemas de autoridade na instituição. Os governistas estão indo na contra-mão das propostas feitas pelo ministro de reformulação do órgão e impedem a comissão de convocar o presidente da Anac e alguns de seus diretores”, disse.
Segundo Macris, a mesma atitude se repete em outras situações como por exemplo, nos requerimentos que buscam aprofundar as investigações sobre a Infraero. “Existem denúncias sobre superfaturamento de contratos e corrupção que ainda não foram apurados porque a base de apoio do governo não permite”, concluiu.Fonte:Agência Tucana

