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CPI das Crianças Desaparecidas deverá realizar audiência em Manaus 28/04/2010 - Imprensa -A CPI Destinada a Investigar as Decorrências do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes no Brasil deverá realizar audiência externa em Manaus. A decisão, ainda não formalizada, foi discutida durante a reunião desta terça-feira (27), quando duas mães e um pai relataram o sumiço das filhas na capital do Amazonas. Para o deputado Federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), os casos de Manaus não estão sendo levados a sério pelas autoridades.
Alzenira Nascimento Reis e Pedro Lourenço, pais da menina Sara, acreditam que a vizinha adolescente e um garoto, ambos com 15 anos, estão envolvidos no desaparecimento. “No dia do sumiço, o rapaz foi lá em casa e, chorando de soluçar, disse que sabia onde minha filha estava. Por duas horas rodamos de carro por Manaus, mas ele mudou de ideia e que não iria falar mais nada porque iriam matá-lo. Falou que era de menor e que ninguém poderia obrigá-lo. Ele sabia muito bem dos direitos dele. Estava bem informado”, argumentou o pai. A mãe ainda disse que os vizinhos relataram que a tal garota adolescente rasga as fotos de Sara dos cartazes de desaparecidos espalhados pela cidade.
Já Francinete Alves relatou que, dez dias antes da filha desaparecer, o pai, que não morava com ela e pouco ajudava a criar a menina, pediu a certidão de nascimento da filha. Segundo ela, o pai informou que queria guardar o documento na carteira, mas ela só foi achar a atitude estranha um mês depois do sumiço da filha.
De acordo com Alves, o pai é um suspeito do desaparecimento da filha, mas não há provas que o condenem.
A presidente da comissão, deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), informou que, na semana que vem (3/5), avaliará com os demais membros da comissão a ida a Manaus. Segundo ela, há pouco tempo e muito trabalho a ser feito até o final da CPI, que terminará no dia 26 de maio.
Comissão permanente
Já o deputado Geraldo Pudim (PR/RJ) avaliou que a CPI deveria ser permanente, já que muitas autoridades deram importância aos casos de desaparecimento de crianças e adolescentes somente após os parlamentares terem questionado os modos de investigação e o tratamento do governo Federal às ocorrências.
O deputado Vanderlei Macris pondera que, como uma comissão permanente, a CPI perderia sua relevância, já que não teria mais poderes de investigação como os das autoridades judiciais. “Tenho dúvidas. Temos que avaliar criteriosamente se valerá a pena ou não. Sabemos que é preciso cobrar das autoridades competentes, mas, sem poderes, não é possível atuar como é necessário.”
Também estiveram presentes na audiência pública desta terça-feira, os vereadores Maria do Socorro da Fontoura, presidente da Comissão Permanente dos Direitos da Criança, do Adolescente e do Idoso, da Câmara Municipal de Manaus; e Jaildo dos Rodoviários, linha de frente das lutas dos Movimentos Sociais e Sindicais de Manaus.
Fonte:Assessoria de Imprensa

