• Home
    • Trajetória
    • Imprensa
    • Fala Cidadão
    • Atuação
    • Serviços
    • Artigos
    • Blog
    • Contato
    1. Coordenadora de movimento de crianças desaparecidas destaca raptos com foco em magia negra no Paraná
      04/11/2009 - Imprensa -

      Em audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (3), a coordenadora do Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), Marília Regina Pombo Marchese, destacou que muitos casos no Paraná estão relacionados à magia negra. A informação foi dada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Destinada a Investigar as Decorrências do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes no Brasil, na qual o deputado Federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) é vice-presidente.

       

      De acordo com a coordenadora, há poucos meses uma menina de 8 anos, que estava desaparecida, foi encontrada morta com “características de magia negra”. Ela informou que o diagnóstico foi feito por “especialistas” no assunto, e foi definido como sendo um assassinato de “ritual de fertilidade”.

       

      A coordenadora também disse que a polícia prendeu os acusados da morte, mas, “por falta de provas, foram soltos”. Durante as investigações após terem encontrado o corpo da garota, vizinhos dos acusados declaram terem visto a família investigada com a menina registrada como desaparecida, mas, ainda de acordo com Marchese, os acusados sumiram e a última informação do paradeiro deles é que estavam no Rio Grande do Sul.

       

      A maioria dos casos de desaparecimentos no Paraná, segundo a coordenadora do CriDesPar, estão relacionados a raptos para prostituição infantil e fugas do lar motivadas pelo desajuste familiar. “Há informações sobre desaparecimento para tráfico de órgãos, mas eu não acredito”, destacou Marchese.

       

      “O relato da coordenadora trouxe novos dados. Ainda não havíamos recebido informações sobre sequestros de crianças para práticas de magia negra. Precisamos nos aprofundar sobre essa questão e investigar se há relatos em outros estados”, argumentou o deputado Vanderlei Macris.

       

       

       

      Responsabilidade

       

      Para a justiça Federal o desaparecimento, tanto no caso de pessoas adultas, quanto no de crianças e adolescentes, não é classificado como crime. Ainda assim, a coordenadora do CriDesPar avalia que a polícia precisa se aperfeiçoar e se dedicar na averiguação de desaparecidos. “O conselho tutelar não vai investigar”, ponderou Marchese. Para ela, ainda é necessário a criação de delegacias especializadas em todos os estados da federação, para que os dados das buscas sejam centralizados e a procura se torne mais efetiva.

       

       

      Fonte:Assessoria de Imprensa