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ANTT e BNDES virão à Câmara esclarecer problemas apontados pelo TCU e Ministério Público sobre o TAV 01/12/2010 - Imprensa -O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, e representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irão à Câmara dos Deputados para esclarecer questões relativas ao Trem de Alta Velocidade (TAV). A solicitação é do deputado Federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) e foi aprovada hoje (1º) na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.
Nas duas últimas semanas muito se falou no TAV, que tinha leilão marcado para a última segunda-feira (29) e agora foi adiado para abril de 2011.
O deputado Vanderlei Macris explica que o Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal recomendou, no último dia 25, que a ANTT suspendesse a licitação para concessão de exploração TAV alegando falhas no estudo técnico da obra e no próprio edital. Um dos problemas apontados pelo Ministério Público é a imprecisão da estimativa de custos da implantação do trem de alta velocidade.
O leilão foi adiado, mas Figueiredo contestou a alegação do MPF dizendo que não têm fundamento. “O Tribunal de Contas da União já havia apontado problemas no edital, agora o ministério. A ANTT diz que o problema é quanto ao texto, mas já foi verificado que o edital não previu a construção de linhas de transmissão de energia elétrica cujo preço é estimado em R$ 1 bilhão”, ressaltou Macris.
Ainda na semana passada (24), a revista Veja publicou matéria divulgando que, cinco meses antes de apresentar o relatório de viabilidade econômica feito pelas empresas Sinergia (Brasil) e Halcrow (Inglaterra), o governo recebeu a primeira avaliação que calculava em R$ 63,4 bilhões a implantação do TAV. As companhias disseram, ao jornalista da Veja, que os gastos foram cortados para R$ 34 bilhões “a pedido do governo Federal”.
Sinergia e Halcrow retiraram do edital uma rubrica que é obrigatória em qualquer obra, as “contingências” – valor de reserva para eventuais imprevistos. No caso do TAV, o valor calculado e de 30% da obra. O valor real então supera os R$ 44 bilhões do Orçamento de 2011 que prevê todos os investimentos diretos da União.
Para Vanderlei Macris, há necessidade de averiguação mais intensa. “Os dados do TCU e do Ministério Público Federal merecem atenção. Também vamos aprofundar nas informações sobre o custo verdadeiro da obra e na intenção do governo de aplicar mais R$ 5 bilhões caso não haja a demanda de passageiros estimada.”
Na terça-feira, uma comitiva chinesa que esteve na Câmara destacou que a demanda brasileira para o TAV é superestimada.
Fonte:Assessoria de Imprensa

