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Para deputado, governo ignora sociedade ao prorrogar CPMF 05/12/2007 - Imprensa -Brasília (4 de dezembro) – O deputado Vanderlei Macris (SP) condenou as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, está politizando a discussão em torno da CPMF. “A verdade é que há muito tempo o governo Lula não ouve a sociedade civil. A entidade recolheu um milhão de assinaturas contra a prorrogação do imposto e isso só comprova que, como líder empresarial, ele apenas demonstrou o desejo legítimo da sociedade”, avaliou.
TIRO NO PEITO
Segundo o tucano, o PT usa justificativas inadequadas para não querer abrir mão de um danoso imposto, que equivale ao excesso de arrecadação da União. “A população está ameaçada a continuar pagando essa conta. É uma cobrança desnecessária, que vai contra os interesses do setor produtivo e dos trabalhadores”, apontou. De acordo com o deputado, o presidente da Fiesp respondeu às afirmações do ministro como todos os brasileiros gostariam. “Skaf afirmou que a CPMF é um tiro no peito da sociedade, e de fato é”, ponderou.
Para o parlamentar, o governo Lula não controla e não corta seus gastos porque não tem responsabilidade fiscal. “Ele arrecada impostos em volume crescente para socorrer seu fluxo de caixa. Com isso, a população brasileira paga uma carga tributária de primeiro mundo, mas recebe serviços públicos federais de péssima qualidade”, ressaltou.
O deputado destacou a Saúde, apontada pelo governo como um dos setores prejudicados caso a CPMF não seja prorrogada. “Além do desrespeito à prioridade desse setor, um direito essencial da cidadania, a atual deficiência do SUS prejudica trabalhadores, empresas e a economia”, enfatizou. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o prejuízo anual como conseqüência do tempo de trabalho perdido pelos pacientes nas filas do atendimento médico é de R$ 420 milhões.Fonte:Agência Tucana

