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RMC: 10 anos 22/06/2010 - Artigos -No último dia 19 de junho, a Região Metropolitana de Campinas completou 10 anos de sua criação, uma importante comemoração para as 19 cidades e os seus milhões de habitantes que vivem, trabalham e fazem diariamente da RMC sinônimo de desenvolvimento.
Tenho muito orgulho de ter conseguido aprovar a Lei que criou a RMC quando presidente da Assembleia de São Paulo, pois sabia que só com o surgimento dessa região metropolitana conseguiríamos alavancar importantes resultados com a integração, organização e o planejamento dos interesses em comum de cada município.
Hoje, consolidada e a todo vapor, a RMC é exemplo para o Brasil. Obviamente que existem problemas a serem solucionados, contudo, não podemos deixar de destacar os méritos que fazem a RMC uma das mais importantes regiões do país, e isso sob diferentes aspectos.
Na economia, por exemplo, a RMC teve destaque em comparação ao resto do país, cresceu 9,91% no primeiro trimestre deste ano em relação aos primeiros três meses de 2009, índice acima do crescimento nacional de 9,85% para o período.
Entre 2005 e 2009, cerca de 14 empresas foram abertas por dia na região, realidade que se deve a outros pontos positivos como a localização – a RMC fica próxima de portos e aeroportos internacionais e possui modernas rodovias para a circulação de pessoas e mercadorias para todo o país e para o mercado internacional, Infraestrutura logística, de pesquisa e a qualificação de mão de obra.
Na modal rodoviário, temos aqui um dos mais altos investimentos com a obra do Corredor Metropolitano Noroeste, cerca de R$ 150 milhões em investimentos do Governo do Estado que transformaram e unificaram as cidades de Campinas, Hortolândia, Sumaré, e Monte Mor, beneficiando moradores de toda a RMC que por vezes utilizam as vias do corredor.
Absolutamente, a RMC se consolidou como um grande Polo econômico no estado de São Paulo, fortalecida pelo passado de trabalho e edificação de cada setor dos seus municípios e vive hoje um presente bastante com bastante seguridade.
O futuro, este sim, é um tanto preocupante. Existem promessas para o desenvolvimento como o Trem de Alta Velocidade (TAV) e a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos.
É visível a necessidade da ampliação de Viracopos. Aliás, como bem disse José Serra, já deveria ter sido ampliado para desafogar os aeroportos de Congonhas e Guarulhos que estão esgotados, a ponto de um colapso.
A obra do TAV é outro atraso. Todos esperam e aguardam, mesmo porque, com a instalação do trem bala, os 38 municípios que compõe o trajeto terão um crescimento extraordinário, da RMC ao Rio de Janeiro, o mais importante corredor de transporte do país que concentra mais de 30% do PIB (Produto Interno Bruto) e cerca de 20% da população brasileira.
Como presidente da Subcomissão que acompanha e fiscaliza as obras do TAV, busquei esclarecer dúvidas que persistem a respeito da implantação desse novo meio de transporte no Brasil. O governo diz que serão gastos R$ 34 bilhões, mas nem os parlamentares têm segurança disso, muito menos os países com empresas interessadas em participar da execução do projeto.
Como vemos, o futuro pode ser ainda mais promissor para RMC, mas é preciso comprometimento. De nada adianta anunciar e depois cruzar os braços, deixando a população apenas na esperança.
É preciso continuar cobrando para que 2010 não seja marcado apenas pelas eleições e pela Copa na África do Sul. Que alguma atitude seja tomada e que saiam do papel essas obras essenciais para nossa RMC.
Vanderlei Macris é deputado federal pelo PSDB de São Paulo e vice-presidente da Oposição na CâmaraFonte:Vanderlei Macris

