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Desaparecimento de crianças e adolescentes 14/10/2009 - Artigos -Certamente, quem é pai ou mãe já passou pela difícil situação de perder-se de seus filhos – quando crianças – numa dessas situações corriqueiras da vida que brevemente são resolvidas. Porém, ainda que o susto seja pequeno, o desespero e o transtorno por parte dos responsáveis é inevitável. Comumente, na grande maioria dos casos o final é feliz. Entretanto, essa experiência serve para nos remeter à dimensão do sofrimento das famílias que vivem o drama do desaparecimento de crianças e adolescentes, fato abordado atualmente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as causas do desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil na Câmara Federal.
A Comissão busca, primeiramente, a discussão desse grave problema para tentar fomentar possibilidades inovadoras no sistema de busca aos desaparecidos. Também é foco principal, o debate sobre métodos de prevenção para que cessem novas ocorrências no país.
Segundo informações da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (Redesap), cerca de 40 mil ocorrências são registradas por ano no Brasil. Em São Paulo, segundo dados fornecidos pela 2º Delegacia de Pessoas Desaparecidas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), são 9 mil desaparecimentos ao ano. Todavia, embora esses dados sejam alarmantes, são imprecisos devido a inexistência de uma coleta de dados homogênea que integre todo o país. E foi justamente essa questão uma das mais abordadas há poucos dias na 1º audiência pública externa da CPI na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Na oportunidade, a Comissão ouviu importantes convidados que estão envolvidos profundamente neste tema e na busca de soluções eficazes para o mesmo. Entre os projetos, conhecemos o “Caminho de Volta” desenvolvido pela Universidade de São Paulo em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado.
Criado em 2004, o programa assiste as famílias no âmbito psicológico e também inovou com a criação de um banco de DNA. O projeto desenvolve um nobre trabalho, sendo um exemplo a ser levado em conta.
Muito embora este evento em São Paulo tenha sido um pequeno passo em comparação com a caminhada que temos à frente, a CPI está buscando trazer novamente este assunto para as rodas de discussões da sociedade.
Doravante, a Comissão irá realizar outras audiências externas, podendo assim, a partir das experiências adquiridas, contribuir na luta para criação de políticas públicas que culminem na solução desse grave problema que é o desaparecimento.Fonte:Vanderlei Macris

